Gestão Cultural

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” É preciso entender o que temos em nossa cidade e entender a cultura na contemporaneidade” Cristina Lins

Mesa período da tarde composta por Ana Carla Fonseca, Frederico Barbosa e Cristina Lins.

O seminário Olhares da Gestão Cultural desembarcou na cidade de Itapetininga no último dia 20 de junho. O evento foi realizado no auditório Alcides Rossi ao lado do paço municipal e contou com a presença de gestores, artistas e fazedores culturais da região de Sorocaba. Olhares da Gestão Cultural é uma ação das Oficinas Culturais, organização social de cultura vinculado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Durante o dia, experiências e propostas para a gestão cultural foram compartilhadas e debatidas com o objetivo de contribuir para a formação e capacitação dos inscritos. Após credenciamento e café da manhã, a prefeita de Itapetininga Simone Marquetto fez a abertura do seminário em uma saudação que enfatizou o compromisso de sua gestão com a cultura da cidade.

O primeiro palestrante foi o ex-secretário de cultura da cidade de São Paulo Carlos Augusto Calil com o mote, Gestão Cultural no âmbito municipal. Calil inverteu o protocolo e sugeriu aos participantes que apontassem quais as demandas mais relevantes. Crise financeira, orçamento e burocracia foram temas identificados como um dos principais entraves ao andamento das políticas culturais. Calil analisou as questões de forma realista e disse aos presentes que a crise é um fenômeno recorrente no país. Para o enfrentamento dessa crise, a estratégia segundo Calil, é a liberdade, a ação, a socialização e a sensibilidade.

A segunda palestrante foi a economista Lidia Goldestein; com uma abordagem histórica da economia através de uma viagem as revoluções industriais, Lidia situou os presentes frentes aos desafios de entender os instrumentos econômicos de avaliação e análise, no que toca a cultura, a arte e a criatividade como variáveis para a geração de emprego no Brasil. Ao final, ela relembra as antigas carências econômicas no país, como necessidade de desenvolver uma infraestrutura de verdade, aliada a um programa sério de educação capaz de gerar mão de obra pensante para o país.

Ana Carla Fonseca foi a terceira a intervir no seminário. Ela destaca a predominância da população urbana sobre a rural, movimento que teve início na década de 40 do século passado. Isso impõe um desafio permanente as cidades, rediscuti-la é fundamental, mas para fazê-lo Fonseca sugere uma reflexão sobre o conceito da transversalidade cultural. Esse princípio clarea a noção do que é cultura no século XXI e a sua relevância para o desenvolvimento sustentável. Três características básicas devem norteiam uma cidade dita criativa, segundo Fonseca: Inovação; cidade capaz de se reinventar segundo seu potencial. Conexões; a comunidade articulada com poder público, universidades e iniciativa privada num processo permanente de discussão e elaboração de propostas. Cultura, qual potencial da cidade, observar seu perfil, suas características social e cultural.

No período da tarde, o sociólogo Frederico Barbosa expôs sua contribuição cujo tema espinhoso são os indicadores culturais. O desafio de elabora-lo; a criação de metodologias simples para a avaliação e o controle. Barbosa percorreu parte da realidade do Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura para ilustrar a criação de indicadores. Em seguida, Cristina Lins, representante do IBGE se debruçou sobre o uso desses indicadores e a sua aplicabilidade. Para Lins, a preocupação com a política cultural não é nova, “é preciso descobrir o que nós temos e entender a cultura na contemporaneidade”. Ela finalizou sugerindo aos presentes que criem o hábito de pesquisar os dados, sobretudo no site do IBGE, além de outras tecnologias disponíveis da nuvem.

Além de Itapetininga, o seminário já percorreu municípios como Lins, Marília, Registro, São José do Rio Preto entre outras cidades de várias regiões do estado.

Fotos:

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