Hortolândia e a Cidade Criativa

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Hortolândia tem menos de 30 anos de existência, nesse período cresceu mais do que se desenvolveu, o que não é novidade se considerado o conceito de desenvolvimento, costumeiramente empreendido nas cidades brasileiras, paralelo a cultura política preservado e administrado desde a Proclamação da República.

Estação Jacuba, antiga por onde desceram migrantes que construíram o povoado de Jacuba. A estação hoje compõe o centro de Memória da cidade. Foto Luciano Medina

Hortolândia não é uma cidade criativa, longe disso, e ela não está só. Falta muito para que o município de Hortolândia atinja o nível aceitável de território criativo. Mas a distância entre as políticas de fomento e de estimulo a criatividade de seus munícipes não um privilégio só da antiga Vila de Jacuba.

Qual potencial criativo de Hortolândia que se desenvolve regularmente e que ao mesmo tempo seja responsável pela alteração e mudança de alguma realidade local? Ainda não foi descoberto, estimulado e fomentado.

A Região Metropolitana de Campinas possui mais de 3 milhões de habitantes, abriga um dos maiores centros tecnológicos da América Latina e é umas das regiões mais desenvolvidas do país. Não se observa na RMC nenhum esforço institucional, sério, que seja objeto de investigação e divulgação. Campinas poderia, talvez, impulsionar medidas que desenvolvesse ainda mais o potencial criativo armazenado, por ser, talvez, também, a que teria melhor condições de liderar esse processo de consecução de políticas públicas que enveredasse para a direção da sustentabilidade permanente, tanto das políticas públicas quanto das iniciativa criativas represadas na região.

De acordo com alguns estudiosos que se debruçam sobre o tema, recente, algumas cidades inauguraram a tarefa de desenvolver práticas sustentáveis na economia, na cultura e no meio ambiente. Niterói no Estado do Rio de Janeiro, talvez seja o exemplo mais acabado de esforço permanente, em que poder público e a iniciativa criativa se envolveram comprometidamente. Guaramiranga cidade situada a 110 km de Fortaleza se constitui como um exemplo oportuno de esforços e iniciativas cuja missão é se aproveitar e se apropriar do potencial enraizado nos costumes, tradições e da própria natureza do local. Existe um potencial intangível e renovável em cada cidade.

De acordo com diversos pensadores e gestores para que se entenda e se caracterize uma cidade criativa é necessário: Que apresente potencial ilimitado de desenvolvimento, pois seus recursos são inesgotáveis; estimule o setor de serviços e lazer, a exemplo do turismo, da moda, dos centros tecnológicos, das mídias e do entretenimento. Utilize a criatividade como principal insumo das atividades produtivas, com investimentos na criação artística e intelectual. Também invista na inovação e na produção limpa, com resultados de alto valor agregado. Desenvolva bens e serviços culturais vinculados a universos simbólicos, idéias, modos de vida, informação, valores e identidades que qualificam e diferenciam o território no processo de globalização. HELIANA MARINHO (Cidades Criativas, Turismo e Revitalização Urbana).

Como veem há muito por se fazer. Hortolândia se destaca por ter tido a iniciativa de instituir os marcos legais necessários para parte do avanço. A política pública no campo da cultura é parte desse avanço, mas é preciso ira além, aprimorando, avaliando e propondo permanentemente em conjunto, sociedade civil, comunidade e poder público.

As eleições para prefeito e vereador estão por invadir centenas de lares. Promessas e projetos será propagandeados por centenas de candidatos, a maioria deles, sem nenhuma qualificação e condições de empreender iniciativas dessa envergadura.

Tornar uma cidade criativa passa necessariamente por eleger políticos sérios, com histórico e com compromisso. Hortolândia tem grande chance se tornar, por vez, um território criativo, mas isso vai depender da revelação das urnas. Boa sorte Hortolândia.

 

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