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UBS e o Cidadão parte I

O atendimento à população na Unidade Básica de Saúde no Jardim Amanda não é fácil. É uma prova de resistência física para os doentes e hipocondríacos. A tarefa é mais difícil ainda para aquele cidadão que não dispõe do cartão “cidadão”. É recomendável antes de tudo, que o “cidadão” providencie o dito cujo do cartão, para que aí sim, tenha ele o direito a um atendimento.

De posse do cartão, o cidadão ou a cidadã tem seus pecados cobrados como na entrada para o purgatório.

A primeira grande prova aplicado ao cidadão é a fila de espera para obtenção da senha. Entre cinco e seis horas da manhã, a fila se forma em frente a unidade. A segunda grande prova é a espera para o agendamento; com a senha na mão. E por último, a terceira grande prova, nessa que é a fase preliminar; a efetivação do agendamento. Geralmente, a visita ao clinico da Unidade ocorre em torno de vinte a trinta dias.

A partir daí, as provas se intensificam. De posse do cartão “cidadão”, o “cidadão” tem seu primeiro contato com o médico, no caso, o clinico geral. Dependendo do clinico, o exame é feito através de um suspiro, pois o médico sequer olha nos olhos do dito cujo. Quando não, se limita a três perguntas e a emissão de uma receita para um placebo indisponível na farmácia do postinho.

A via crucis está só no começo. Essa é a primeira fase de uma dezenas de outras que virão para ser contada, quer para o deleite do cidadão ou não. Até a próxima.

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Luciano Medina