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A minha, a nossa quebrada

Pois é! Quem tá dentro não quer sair. Quem tá fora quer entrar. Tem os que estão em cima do muro

Foto gentilmente cedida. Mauricio Vicente

 

Quem diria, para comprar uma casinha no Amanda, o sujeito deve desembolsar uma grana alta. Terreno então, é quase impossível.

Há trinta anos atrás trocava-se um fusca velho por um terreno de 250m². Há trinta anos as ruas de terra geravam poeira e lama, causava todo tipo de alergia nas pessoas. Onde hoje tem o meio fio existiam crateras onde se jogavam todo tipo de sujeira, inclusive cadáveres.

Ser morador do Jardim Amanda era sinônimo de perigo e ojeriza. A discriminação era grande, ainda hoje se escuta o temor das pessoas ao afirmar que moramos no Amanda.

Os problemas existentes hoje, não são exclusivos do bairro. Insegurança, violência, saúde precária, transporte ruim não é privilégio só do Amanda.

Bairros aos arredores sofrem do mesmo mal, e em alguns lugares sofre o que se sofria aqui há 30 anos. Tudo é uma questão de tempo.

A água tratada chegou e não é mais barrenta. O asfalto veio, dizem que foi de graça, tenho minhas dúvidas. A Associação dos Moradores existe e tem a mesma idade do bairro. Ao contrário dos tempos passados, ela precisa agir, está sumida.

O campo raspado agora é de grama, ainda que batida mas é de grama. Ainda falta lazer e o teatro está parado. Tem o centro cultural; a lagoa está limpa; tudo isso é responsabilidade da comunidade, generosa.

É por essas e outras, muitas outras que o Amanda é a minha quebrada. 

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Luciano Medina