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Dos Folhetins à Internet

Em o Nascimento da Crônica, publicado em 1º de novembro de 1877, Machado de Assis diz que há um meio certo para iniciá-la. Esse meio é a trivialidade; e serviu e ainda serve, como inspiração para muitos cronistas do passado e da contemporaneidade.

Antes porém, é preciso atentar para a autonomia do gênero, que ao sabor do tempo sofreu mudanças e influências transformadoras, sobretudo em razão da realidade que recaiu sobre as redações de jornais, além do clima quente que predomina no Brasil, desde a instituição da crônica no jornalismo.

Caracterizado por ser um gênero jornalístico livre e pessoal, considerado um meio termo entre jornalismo e literatura, a crônica tem como objeto de observação os mais diferentes temas da sociedade.

Uma de suas origens remontam o Velho Testamento, em que são reunidos os livros das Crônicas, um relato cronológico que explica sob o ponto de vista teológico a descendência da humanidade.

O gênero ganha fôlego e vigor nos folhetins ingleses e franceses; se consagra por aqui nos grandes jornais entre os séculos XIX a XXI.

A crônica desembarca no século XXI com o futuro incerto. O surgimento da internet com as mídias digitais, a queda na distribuição dos jornais impressos, as crises financeiras que afetaram redações e a falta de prognósticos frente aos novos desafios da imprensa digital justificam o temor.

Sob esse universo de expectativas teria esse gênero jornalístico sobrevida em meio as novas tendências da comunicação? Certamente.

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Luciano Medina